A amizade sempre foi um mistério para mim. O meu amigo mais antigo, o Luciano, é uma pessoa que nunca me liga e nem eu ligo pra ele. Como somos grandes andarilhos, às vezes nos encontramos pelo centro de Curitiba e conversamos a tarde inteira. E nesse esquema estamos há uns 15 anos. Muito mais próxima a mim parecia ser a Keila, que fazia trabalhos de faculdade comigo, me ensinou a gostar de dança de salão e vinha de uma família católica rigorosa. A nossa amizade não resistiu às minhas mudanças - estado civil, profissão, residência, amigos - que, em teoria, me tornaram mais conservadora e, por isso, mais a ver com ela. Tenho também amizades com pessoas que dormem às 19 horas por levarem uma vida regrada e outras que vão pra balada e fazem sexo com estranhos no banheiro .
Há muito tempo descobri que não são os hábitos que nos fazem amigos das pessoas. Desconfiava que eram os sentimentos em comum, como se a nossa superfície fosse mentirosa em relação ao que somos na essência. Com o tempo também comecei desconfiar que também não era isso.
Acho que o que me liga a pessoas tão diferentes e as vezes me afasta de pessoas tão iguais é algo simples e difícil, chamado respeito. Respeito pelo silêncio ou pela necessidade de falar muito; respeito pelas discordâncias e pelas confidências; respeito pelos sumiços, pelas mentiras esfarrapadas, pelas mudanças de humor. Eu consigo ser amiga de pessoas que fazem e pensam coisas totalmente diferentes de mim, mas não posso me manter perto de quem desrespeita as minhas escolhas - mesmo quando a escolha envolve deixá-las de lado.
Há muito tempo descobri que não são os hábitos que nos fazem amigos das pessoas. Desconfiava que eram os sentimentos em comum, como se a nossa superfície fosse mentirosa em relação ao que somos na essência. Com o tempo também comecei desconfiar que também não era isso.
Acho que o que me liga a pessoas tão diferentes e as vezes me afasta de pessoas tão iguais é algo simples e difícil, chamado respeito. Respeito pelo silêncio ou pela necessidade de falar muito; respeito pelas discordâncias e pelas confidências; respeito pelos sumiços, pelas mentiras esfarrapadas, pelas mudanças de humor. Eu consigo ser amiga de pessoas que fazem e pensam coisas totalmente diferentes de mim, mas não posso me manter perto de quem desrespeita as minhas escolhas - mesmo quando a escolha envolve deixá-las de lado.
Tem uma coisa que eu digo sempre: nenhum relacionamento existe se não houver harmonia, conversa e respeito.
ResponderExcluirAinnn, embora eu compreenda, sou extremamente suscetível às faltas dos amigos, que podem realmente detonar uma amizade, pra mim. Ainda não evoluí tanto. :|
ResponderExcluirEu tenho sorte pois tenho alguns amigos há mais de 15 anos que entendem minhas esquisitices, ausências, mau humor.
ResponderExcluirNenhum deles nunca quis discutir a relação. Somos amigos e ponto.
Pessoinha, eu acho que você mesma já deve ter se afastado de algumas pessoas temporariamente. Ás vezes a gente não quer falar, ou está passando por umas mudanças, enfim... Mas eu entendo que quando é com a gente, é mais difícil de entender!=/
ResponderExcluirFlávia, nenhum deles quis discutir a relação até hoje? Nossa, morri de inveja agora!
isso é ainda efeito colateral dos últimos tempos..tem cara disso sim!
ResponderExcluirEu tinha amigos estranhos mas eles desapareceram misteriosamente.
ResponderExcluirProvavelmente esses seus amigos que vão pra balada mataram todos em algum banheiro por aí ...